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Quem fala que sou estranho É porque não conheçe o capibaribe! Já andou de zepelin, ou sequer me viu nadar Nada que os néons me mostrem não vi boiar entre as plumas do Cão Fulano,cachorro,beltrano,um Feto... Seja planta seja bixa seja um amor ou algo desumano Quando quero saber o que ocorre em minha alma Fecho a porta e transcendendo devoro-me Experimentando de toda dor um pouco e claro me iludindo Quero crer nas putas que fazem dos becos lares Não me iludo com o futuro O Demônio devora-me a cada instante O tempo é um remédio pior do que a cura E a cura do futuro é um instante desconhecido A tudo ser sem escrúpulos A tudo fenecer com crepúsculos É o coringa da última rodada Carta marcada áquem da razão Na cadência de diferentes baques Quem fala de mim tem tesão. _Poema feito em homenagem a Wally Salomão e João cabral de Melo Neto
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Maratona de provas: equilíbrio vira estratégia para aprovação no vestibular

Para psicóloga escolar, descanso e convívio social não são pausas no estudo, são parte dele


Foto: Divulgação/GGE

Enquanto muitos vestibulandos enxergam o isolamento como condição para a aprovação, Henrique Malta, 17 anos, fez o caminho inverso  e chegou ao primeiro lugar geral em Medicina na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap). Esporte, amigos, sono e pausas de qualidade são aliados e não concorrentes com a preparação para o vestibular.

“Quanto mais estresse, pior é seu resultado”, diz o aluno do Colégio GGE. “Não queria resumir minha vida a estudar. Sou uma pessoa, não uma máquina”, pontua.

A psicóloga da escola, Maria Eduarda Vaz, explica que o raciocínio tem fundamento. Um erro comum entre vestibulandos, segundo ela, é usar períodos de folga para tentar recuperar em poucas semanas o que não foi estudado durante o semestre. “O cérebro e o emocional precisam de pausa para se regenerar. Sem esse descanso, a memória, a concentração e a capacidade de absorver conteúdo ficam comprometidas”, afirma.

Henrique aplicou isso na prática. Além do esporte e do convívio social, ele manteve atenção à rotina dentro da sala de aula, algo que, segundo ele, muitos negligenciam. “Um diferencial é prestar bastante atenção nas aulas”, diz. O material didático do colégio e os simulados completavam a preparação, sem grandes segredos.

Para Maria Eduarda, a qualidade do estudo importa mais do que a quantidade de horas. “A aprendizagem depende diretamente do estado emocional do estudante. Um cérebro regulado emocionalmente funciona de maneira mais eficiente para aprender e absorver conteúdo”, afirma. Por isso, recorrer ao celular como descanso, por exemplo, fragmenta a atenção em vez de restaurá-la. “O uso de telas hiperestimula e vai de encontro com o que o estudo demanda, que é concentração e foco”, diz. O sono, frequentemente subestimado, também é central: é durante ele que o cérebro consolida o que foi aprendido.

O acompanhamento psicológico entra para ajudar o aluno a sustentar esse equilíbrio sem culpa. “Muitos sentem culpa ao sair com amigos ou descansar, como se estivessem desperdiçando tempo. Esse é um dos primeiros sinais de que algo está fora do lugar”, alerta a psicóloga. Outros indicadores de sobrecarga incluem cansaço persistente mesmo após dormir, alterações no sono e na alimentação, irritabilidade e sintomas físicos como dores de cabeça e tensão constante.

Henrique, que também passou por olimpíadas do conhecimento durante a trajetória escolar, diz que o processo moldou seu caráter antes de qualquer resultado. E o conselho que deixa para quem quer chegar onde ele chegou resume bem a filosofia: “Façam terapia, mantenham relações com quem vocês amam, façam atividade física. Mas sempre focados nos objetivos”, afirma.

O GGE registrou 18 aprovações na Unicap e outras 18 na Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS) no mesmo processo seletivo. Em 2025, foram 219 aprovações em medicina. Para o coordenador do GGE Tiago Pereira, os números refletem uma preparação que vai além do conteúdo. “O acompanhamento próximo ao longo de toda a trajetória do aluno faz parte do nosso projeto pedagógico”, afirma. 

Entre as ferramentas estão a Bússola, sistema de plano de estudo individualizado a partir do desempenho no simulado do Enem, orientação de carreira e a turma MED, com aprofundamento em Ciências da Natureza e Matemática para cursos de alta competitividade.

“O vestibular é uma maratona. Quem gasta toda a energia no começo dificilmente chega ao final. É preciso ter constância, atravessada por descanso e momentos de convívio”, finaliza Maria Eduarda. 

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